Disturbio da visão e Disfunção visuo-perceptiva

A visão é parte integrante do desenvolvimento da percepção. Alguns de seus aspectos, como a função pupilar, são inatos, porém muitos outros tem seu desenvolvimento estimulado pela experiência e interação com o meio ambiente.

Sabe-se que habilidades visuais, como a acuidade, coordenação binocular, acomodação, percepção de profundidade estão praticamente estáveis até a idade de 6 meses a 1 ano. O desenvolvimento da habilidade visual se dá paralelamente à integração do reflexo postural e fornece uma base para a percepção. A deficiência visual precoce e a adquirida mais tarde podem comprometer a qualidade da imagem apresentada ao cérebro, e assim comprometer o processo de aprendizagem.

Nossos olhos realizam 2 movimentos, um suave e coordenado (perseguição/acompanhamento) e outro rápido (sacadas). O controle voluntário desses 2 movimentos indica o controle cortical. A perseguição é usado para seguir continuamente alvos em movimento. As sacadas são estimuladas por imagens do sistema periférico, no qual a detecção de um movimento ou uma alteração na intensidade luminosa conduz a um rápido movimento ocular para trazer o objeto para dentro do campo da fóvea (ou campo da visão central).

Existe ainda um terceiro movimento, que está relacionado com a capacidade de mirar. Esse é o movimento coordenado de ambos os olhos para dentro, em direção do nariz, como no olhar vesgo, ou para fora, como olhando para longe. O resultado mais importante disso é a percepção de profundidade ou esteropsia.

A identificação de um problema visual começa com a história da doença, além disso, a observação clínica do paciente durante diferentes atividades é uma valiosa fonte para identificar alterações. Terapeutas em geral se encontram na posição ideal para observar pacientes numa variedade de tarefas funcionais, situação que difere consideravelmente da observação médica no ambiente restrito da sala de exames.

Na observação clínica nota-se: inclinação da cabeça, paciente evita tarefas que exigem olhar de perto, um olho devia-se em sentido oposto ao outro, paciente fecha ou cobre os olhos, olha através do observador, esfrega muito os olhos, olhos vermelhos, irritados, paciente disperso, distraído, ignora um lado do corpo ou do espaço, calcula mal as distâncias, ultrapassa objetos, etc.

Dentre as patologias oculares e sistêmicas pediátricos, podemos citar: a retinopatia da prematuridade, retinoblastoma, deficiência intelectual, paralisia cerebral, hidrocefalia e sindrome alcoolica fetal. Recomenda-se intervenção precoce, quando possível, para descobrir de que modo o problema visual se instalou e os tratamentos a serem realizados, seja com lentes corretivas, oclusões, adaptações de objetos, estimulação vestibulares, entre outros.

Na próxima semana falaremos sobre as disfunções visuo-perceptivas. Aguardem….

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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