Pais na contribuição do processo terapêutico

Essa semana li um artigo, que diz sobre a perspectiva dos pais em relação aos objetivos dos atendimentos. Segue a referência para quem quiser ler na integra: Brandão MB, Oliveira RHS, Mancini MC. Functional priorities reported by parents of children with cerebral palsy: contribution
to the pediatric rehabilitation process. Braz J Phys Ther. 2014 Nov-Dec; 18(6):563-571. http://dx.doi.org/10.1590/bjpt-rbf.2014.0064.

Nesse artigo os pais/responsáveis, por meio de uma entrevista utilizando a escala COPM, descreve aos pesquisadores suas prioridades ao longo da vida terapêutica de seus filhos, os quais são relacionados com suas faixas etárias e classificação da GMFMCS. Observou-se que nos niveis de maior comprometimento da criança, os pais queriam objetivar o social, e, portanto, o brincar. Para os mais leves, a mobilidade foi citada. E, de maneira geral, a maior pontuação foi para os cuidados pessoais.
Isso é muito visto em nosso dia-a-dia, visualizar seu filho(a) tendo independência para se vestir, comer, tomar banho, trabalhar, e assim, adquirir uma vida socialmente plena, é o sonho de qualquer pais. O sonho, alias, formado ainda no inicio da notícia de que um novo ser irá entrar no lar e formar uma família. Sonho que muitas vezes, acaba sendo restrito e deixado de lado devido alguma intercorrência no desenvolvimento.
Mas o que torna esse artigo relevante é o fato de frisar a necessidade da relação terapeuta-responsáveis. Devido a limitação de alcançar o sonho do inicio da gestação, muitos pais deixam as responsabilidades para os terapeutas, esses precisam fazer o filho andar, ir para escola, se vestir sozinhos. Mas, esquecem que 3-5horas/semana é muito pouco tempo para as 24h de cada dia. Pais precisam estimular e repetir os exercícios em domicilio para que haja a aprendizagem, Pais precisam se conscientizar que se não se engajarem na causa não irão ajudar seus filhos!
As seguintes frases foram retiradas do artigo, e acredito que exemplificam o que foi dito acima:
“Ações colaborativas entre família e terapeutas são essenciais para o desenvolvimento de estratégias de reabilitação individualizadas que efetivamente promovam a funcionalidade da criança”.
“É importante que os terapeutas conheçam as prioridades e necessidades da criança sob a perspectiva do cuidador, já que, a partir da convivência diária, os pais são grandes conhecedores das habilidades e necessidades da criança”.
Então, vamos deixar de somente pegar as crianças nas salas de espera e entrega-las aos pais dizendo que foi tudo bem, e deixa-los participar, assim como, os pais devem trazer as dificuldades para os terapeutas e seus objetivos. Vamos aumentar esse vinculo, quem ganha são nossas crianças.

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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