Integração Sensorial

A teoria da integração sensorial foi descrita e desenvolvida por Jean Ayres, no fim dos anos 50 e início dos anos 60, baseada em uma revisão da literatura sobre: desenvolvimento, neurobiologia, psicologia, educação e experiência clínica. Ayres formulou hipóteses nas quais as funções psiconeurológicas podem estar implicadas em distúrbios de aprendizagem.

Integração Sensorial é definido como sendo a organização de informações sensoriais, proveniente de diferentes canais sensoriais e a habilidade de relacionar estímulos de um canal a outro, de forma a emitir uma resposta adaptativa. Os estímulos sensoriais controlados podem ser usados para eliciar uma ação apropriada, na qual o individuo responde com sucesso à alguma demanda ambiental.

A intervenção tem enfase não cognitiva, ou seja, é motora, sensorial e associado ao emocional do indivíduo. O que determina a atividade ou sua continuidade é como o indivíduo responde ao estímulo. A terapia busca integrar todos os sistemas sensoriais (visual, auditivo, gustativos, olfativo, tátil, vestibular e proprioceptivo), com maior destaque para o vestibular e tátil. Utiliza-se equipamentos suspensos  ou em movimento, tais como: skate, bola suíça, cama elástica, prancha móvel, rede, bolinha de piscina, disco de flexão, etc.

Indicado para indivíduos com:

– disfunção vestibular

– disfunção tátil

– disfunção de modulação sensorial

– defensividade tátil

– disfunção de discriminação sensorial

– distúrbio de movimento postural-ocular

– dispraxia

– transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

– distúrbio de aprendizagem

– patologias em geral: autismo, sindrome de down, paralisia cerebral, etc.

 

Anúncios

Conceito Neuroevolutivo Bobath

O Conceito Neuroevolutivo Bobath foi desenvolvido pelo casal Bobath (Dr. Karel e Berta Bobath) após 25 anos de pesquisa. Passou a ser conhecido e aceito em vários países na década de 90. O princípio do Conceito Bobath é a inibição dos padrões reflexos anormais e a facilitação dos movimentos normais.

É um conceito “vivo”, consiste na solução de problemas que envolvem o tratamento de indivíduos com disfunção do movimento. A pessoa é considerada um  “todo”, sendo, portanto, o processo individualizado.

O objetivo amplo do tratamento é melhorar a capacidade funcional do indivíduo. Para conseguir este objetivo é necessário dar ênfase à qualidade do movimento, usando o princípio da ciência do movimento. O processo de tratamento inclui a diminuição gradual da interferência direta do terapeuta, levando a um aumento da independência.

Tem como filosofia que a intervenção terapêutica, em pessoas com fisiopatologia do SNC, pode mudar o problema e, portanto melhorar a Função. Trata-se qualquer tipo de paciente com qualquer grau de comprometimento, dando-lhe assistência ou orientação física, e não apenas ordem verbal para a realização de determinada tarefa.

O planejamento do tratamento  para cada indivíduo é feito de forma única, considerando suas capacidades residuais, pontos positivos e deficiências. O  importante é  a qualidade do movimento, em vez de apenas praticar repetidas vezes uma função sem preocupação com a qualidade e as compensações. O manuseio terapêutico é uma estratégia que é utilizada para ajudar o indivíduo a conseguir objetivos funcionais.

Indicações do Método:

– Variar posturas
– Aumentar o controle sobre esta postura
– Simetria do corpo
– Alongamento
– Propriocepção
– Aumentar ou diminuir tônus muscular
– Estimular reação de proteção e equilíbrio
– Estimular extensão de cabeça, tronco e quadril nas crianças hipotônicas
– Suporte de peso para as mãos
– Trabalhar as rotações do tronco
– Trabalhar a dissociação de cintura pélvica e escapular, facilitando a marcha

Autor: ROMANI, M.F.E.