Deficiência Auditiva

O desenvolvimento da fala depende da interação de processos perceptivos da audição, que são a DETECÇÃO, DISCRIMINAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO. A Detecção ocorre quando um sinal muito fraco é percebido pela primeira vez. Discriminação é quando 2 sons parecidos são percebidos pela primeira vez como diferentes e Identificação é o reconhecimento do significado de um som ouvido.

O sistema auditivo inicia sua evolução no 5 mês de gestação, aperfeiçoa-se intensamente nos primeiros meses de vida e continua a expandir suas conexões neurais por vários anos. Qualquer alteração deve ser detectado precocemente, pois dessa forma a capacidade auditiva residual pode ser otimizada pela estimulação específica, que deve se iniciar aos 6 meses.

A surdez é subdividida em congênita e adquirida. A congênita  ocorre antes do nascimento e a adquirida após o aparecimento da fala, tendo uma melhor qualidade da fala em comparação com a pessoa que nasceu surda, entretanto a adquirida também pode ocorrer antes do aparecimento da fala e nesse caso não haverá distinção entre a congênita.

Além disso é classificada quanto sua localização, podendo ser CONDUTIVA  (surdez periférica), que ocorre nos ouvidos externo e médio, ocorre por simples obstrução do meato auditivo, como quando ocorre com tampões  de cera e infecções, ou rompimento da membrana timpânica, por ruído intenso ou perfurações com objetos. NEUROSSENSORIAIS, é a surdez mais complexa, pois as lesões ocorrem em níveis das células sensoriais, e podem também afetar o aparelho vestibular, comprometendo o equilíbrio. Nesse tipo de surdez a sensação não é só reduzida, mas apresenta distorções da informação. CENTRAL,  ocorre a partir de lesão da via auditiva no tronco cerebral e em seu caminho pelas regiões subcorticais até o córtex temporal, pode ser causada por traumas, derrame e perfurações, provocam afasia dependendo do  hemisfério atingido.

A inexperiência auditiva dificulta as noções básicas espaço-temporais dos sons, que podem apresentar-se isoladamente em diferentes estruturas de duração, combinados em intervalos formando frases e de diferentes direções e localizações.  A perda auditiva pode ser detectada pela observação de vários comportamentos que podem estar ligados  ao aspecto cognitivo, como desatenção contínua, fala tardia ou fonoarticulação precária e atrasos escolares, os aspectos afetivos e sociais, como comportamento agressivos, teimosia, timidez ou comportamento introspectivo e relutância em se comunicar, ou ainda os aspectos motores como equilíbrio insuficiente estático e dinâmico.

Seu diagnóstico tardio causa prejuízos graves no desenvolvimento da criança e de sua relação com a família. Após sua detecção equipes multidisciplinares formadas por fonoaudiólogas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicopedagogas auxiliam na evolução e adaptação da criança no meio social.

 

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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