Introdução à EQUOTERAPIA:

O uso do exercício equestre, segundo a Associação Nacional de Equoterapia – Brasil (1988), com a finalidade de reeducação psicomotora dos portadores de deficiência, não é uma descoberta recente, como se pensa, e sim desde Hipócrates de Loo, que aconselhava a equitação para tratamento de insônia, e também Asclepíades, da Prússia (124-40 a.C), que recomendou o uso do cavalo a pacientes epilépticos e paralíticos.

A equoterapia é o processo de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais, que utiliza o cavalo como meio para trazer, através de e com o acompanhamento de uma equipe de profissionais especializados, a melhora possível tanto física quanto psíquica.  Usa-se o cavalo por motivos psicológicos, como a sensação de força e poder.

Analisando o movimento produzido pelo cavalo observamos os beneficios sobre o paciente.  O cavalo possui 3 andaduras naturais: passo, trote e galope. O trote e o galope exige do paciente força para se segurar e flexibilidade da musculatura, usado para praticantes em estágios avançados.  O passo é uma andadura ritmada, cadenciada, simétrica e lenta consequentemente produz menores reações ao cavaleiro, porém mais duradouras.

Os passos transmite ao cavaleiro uma série de movimentos sequenciados e simultaneos, que tem como resultante um movimento tridimensional. Esses movimentos são transmitidos ao cerebro do cavaleiro e com a continuidade de sua execução, são geradas respostas que irão ativar seu organismo. O praticante é incapaz de gerar movimentos por si só. O cavalo gera os movimentos e transmite ao cavaleiro.

Dessa forma, o cavalo proporciona constante ajustes ao praticante em relação ao equilibrio, ajustes tonicos e movimentos automáticos de adaptação. O ajuste tonico ritmado determina uma mobilização ósteo-articular, que facilita um grande número de informações proprioceptivas, e também, contrações dos musculos agonistas e antagonistas.

Uma das principais atribuições é que essa terapia é realizada longe das clínicas e das salas terapeuticas, sem um ambiente extramédico, junto à natureza, tornando-se uma atividade revalorizante e prazerosa.

Como todo método terapêutico, não basta simplesmente colocar a criança no dorso do cavalo para que ele esteja fazendo uma terapia. É indispensável que o terapeuta conheça a patologia em causa, o cavalo, a técnica específica a empregar nas áreas de saúde, educação e equitação, e igualmente entenda a necessidade do praticante em seu sofremento como em seu prazer. 

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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