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Nota

A Fisioterapia na Equoterapia

Na equoterapia a fisioterapia encara o cavalo como instrumento cinesioterapêutico no atendimento de pessoas com deficiências e/ou com necessidades especiais, para melhoria motora do alinhamento corporal, para o controle das sinergias globais, para o aumento do equilíbrio estático e dinâmico.
É importante o praticante saber que não deverá iniciar o atendimento sem encaminhamento médico e sem ser previamente avaliado pela equipe multidisciplinar. Além disso, prestar atenção ao local de atendimento, que deve ser adequado, com um visual privilegiado e de fácil acesso, pistas adequadas para a aplicação da técnica, rampas para cadeiras de rodas e para montaria, sanitários adaptados, estacionamento especial para deficientes, cavalos adequados e aposentos, recepção, escritório, consultório, salas de atendimentos e espaço para recreação.
Na escolha do equipamento, o critério mais forte que o terapeuta deve ter é a segurança, como os materiais de montaria: a manta, sela, estribo, rédeas, e os de proteção: capacete, cinto de sustentação e traje adequado.
No picadeiro usam-se bolas, arcos e argolas de diversas texturas, tamanhos, pesos e cores, e muitos outros equipamentos. As bolas e arcos são utilizados para treino de coordenação, agilidade, força, equilibrio e percepção do movimento.
A função do fisioterapeuta é conduzir o paciente de modo a facilitar a realização dos movimentos normais e inibir os anormais. O tratamento deve oferecer alinhamento postural e posicionamento, estimulação do equilibrio, modulação do tonus muscular, prática de integração sensorial e, principalmente, maior independência ao praticante.
Quando for eleger uma forma de tratamento é importante lembrar que a maior parte da sua reabilitação depende da sua própria motivação.

Introdução à EQUOTERAPIA:

O uso do exercício equestre, segundo a Associação Nacional de Equoterapia – Brasil (1988), com a finalidade de reeducação psicomotora dos portadores de deficiência, não é uma descoberta recente, como se pensa, e sim desde Hipócrates de Loo, que aconselhava a equitação para tratamento de insônia, e também Asclepíades, da Prússia (124-40 a.C), que recomendou o uso do cavalo a pacientes epilépticos e paralíticos.

A equoterapia é o processo de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais, que utiliza o cavalo como meio para trazer, através de e com o acompanhamento de uma equipe de profissionais especializados, a melhora possível tanto física quanto psíquica.  Usa-se o cavalo por motivos psicológicos, como a sensação de força e poder.

Analisando o movimento produzido pelo cavalo observamos os beneficios sobre o paciente.  O cavalo possui 3 andaduras naturais: passo, trote e galope. O trote e o galope exige do paciente força para se segurar e flexibilidade da musculatura, usado para praticantes em estágios avançados.  O passo é uma andadura ritmada, cadenciada, simétrica e lenta consequentemente produz menores reações ao cavaleiro, porém mais duradouras.

Os passos transmite ao cavaleiro uma série de movimentos sequenciados e simultaneos, que tem como resultante um movimento tridimensional. Esses movimentos são transmitidos ao cerebro do cavaleiro e com a continuidade de sua execução, são geradas respostas que irão ativar seu organismo. O praticante é incapaz de gerar movimentos por si só. O cavalo gera os movimentos e transmite ao cavaleiro.

Dessa forma, o cavalo proporciona constante ajustes ao praticante em relação ao equilibrio, ajustes tonicos e movimentos automáticos de adaptação. O ajuste tonico ritmado determina uma mobilização ósteo-articular, que facilita um grande número de informações proprioceptivas, e também, contrações dos musculos agonistas e antagonistas.

Uma das principais atribuições é que essa terapia é realizada longe das clínicas e das salas terapeuticas, sem um ambiente extramédico, junto à natureza, tornando-se uma atividade revalorizante e prazerosa.

Como todo método terapêutico, não basta simplesmente colocar a criança no dorso do cavalo para que ele esteja fazendo uma terapia. É indispensável que o terapeuta conheça a patologia em causa, o cavalo, a técnica específica a empregar nas áreas de saúde, educação e equitação, e igualmente entenda a necessidade do praticante em seu sofremento como em seu prazer. 

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Autor: ROMANI, M.F.E.