“SER DIFERENTE É NORMAL” – FISIOTERAPIA NA ESCOLA

“SER DIFERENTE É NORMAL” esse é o slogan utilizado nas campanhas pela luta contra o preconceito. Incluir deficiente físico e/ou intelectual na sociedade não é uma tarefa fácil. No Brasil a inclusão é garantida por lei desde a Constituição de 1988, porém somente após a Conferência Mundial de Educação Especial (1994), na cidade de Salamanca –Espanha, que o termo inclusão, mais precisamente a INCLUSÃO ESCOLAR, tornou-se popular.
A Conferência aprovou a Declaração de Salamanca, que defende que toda criança tem direito à educação e ao acesso aos conhecimentos, nos sistemas comuns de ensino. Quase 10 anos depois a inclusão escolar ainda está em adaptação, segundo artigo publicado neste jornal (28/04/13), atualmente estão matriculadas nas escolas municipais de Rio Claro 558 mil crianças ou jovens com algun tipo de necessidade especial.
Entretanto, delegar ao professor toda a responsabilidade de promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais é um erro, para atender com qualidade esses alunos a escola constantemente precisa modificar-se, oferecer qualificação do professor para um trabalho em equipe. Há a necessidade de uma interação com as equipes multiprofissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogas, médicos, psicólogas e assistente social, cada um contribuindo com o trabalho do outro e atendendo a criança de forma integral.
Faz-se necessaria uma conscientização sobre a necessidade de eficaz integração entre os profissionais, visando troca de informações, experiencias e adaptações de seus conhecimentos sobre as condições limitantes da criança, e principalmente, de suas potencialidades.
É importante que esse profissional tenha capacitação e qualificação no que diz respeito da sua contribuição para a educação das crianças com deficiência: ter consciência da importância do desenvolvimento sensório-motor na aprendizagem, identificar padrões posturais tipicos e atipos de cada patologia que podem influenciar nas atividades escolares, discriminar e utilizar as diferentes formas de técnicas e equipamentos acessiveis ao professor no ensino da criança. Além disso, informar quanto aos diagnósticos, quadros clínicos e características necessárias que a equipe escolar necessita saber sobre os alunos com deficiência.
Cabe ao fisioterapeuta especialista instruir o professor sobre o posicionamento e manuseio para a criança com deficiência fisica e/ou intelectual, bem como orienta-la na seleção e uso de equipamentos, mobiliários, dispositivos de suporte, adaptação e facilitação dos padrões posturais, tanto no ambiente de sala de aula e extra-sala.
A ausência de uma equipe de apoio composta por diferentes profissionais da área da educação e da saúde pode refletir em dificuldades perante a equipe da escola em solucionar as diversidades de necessidades que o processo de inclusão escolar exige. Não fique na dúvida, recorra aos especialistas e ajudem essas crianças a crescerem no ambiente que foi feito para elas, afinal a escola é o nosso segundo lar!
Ms. Ft. Maria Fernanda E. Romani
(CREFITO: 68228 – F )
Mestre em Ciências da Biodinâmica da Motricidade Humana (UNESP)
Especialista em Intervenção em Neuropediatria (UFSCar) e em Fisioterapia Aplicada ao Neonato e Lactente (UNICAMP).

Contato para Agendamento de palestras/ consultorias e atendimentos (Rio Claro – SP): fisiopediatr@gmail.com.

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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