Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

TDAH é uma das desordens neurocomportamentais mais comuns na infância que se prolonga pela vida adulta. Ocorre em 3 a 5% das crianças. Seus sinais incluem: desatenção, inquietude e impulsividade, mesmo quando uma pessoa tenta controla-lo.
O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente “estabanadas”. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos.
A criança sempre faz alguma coisa sem utilidade, que prejudica o término de tarefas. Imperfeições sociais ocorrem porque a criança não consegue entender o duplo significado em conversas e tampouco compreender a linguagem corporal.
Estudos indicam que a causa não está ligada a fatores culturais, mas provavelmente há uma alteração na região frontal do cérebro, assim como suas conexões. Outra linha de pesquisa indica a hereditariedade como fator de predisposição ao TDAH.
Seu diagnóstico é realizado por especialista, mas professores podem auxiliar realizando um questionário específico: SNAP-IV que foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica.
O tratamento é composto por medicamento e orientações aos pais, professores e ao próprio indivíduo. Crianças com dislexia associada se beneficiam com atuação de fonoaudiólogos. A Fisioterapia pode orientar professores de educação física e atuar independentemente com técnicas que proporcionam organização e coordenação de seus movimentos como a integração sensorial.

Anúncios

Conheça nossa proposta…..

Comportamento é a relação do individuo com o seu meio, seja ela feita por ações públicas, passíveis de serem observadas pelo outro, como privadas por meio de pensamentos e sentimentos. Os comportamentos dos escolares estão cada vez mais heterogeneos, principalmente depois da necessária inclusão. Vemos grupos de crianças se adaptando à outras que fazem uso de cadeira de rodas, muletas, que apresentam dificuldades na marcha, na movimentação de seus membros superiores, na fala ou visão.
Mas, também encontramos aquelas que são ditas como “tímidas” demais, que tem poucos amigos ou que se isolam do contato com outras crianças e preferem passar o intervalo conversando com os adultos. Os “hiperativos” que conseguem deixar tudo de pernas para o ar e chamam a atenção, ou melhor, tiram a atenção dos outros coleguinhas durante as aulas. Os desorganizados que esbarram em todas as carteiras e derrubam o tempo todo o material escolar. Além dos incoordenados, os últimos a serem chamados para o time na aula de educação física.
Afinal, o que todos esses comportamentos podem ter em comum?
A resposta é simples: alteração no desenvolvimento perceptivo-motor. Desde o momento do nascimento, as crianças começam a aprender como interagir com seu ambiente. Essa interação é um processo perceptivo e, também, motor. A garantia de pleno desenvolvimento desses sistemas oferecerá condições para favorecer o amadurecimento e refinamento de suas estruturas cognitivas. É PELO COMPORTAMENTO PERCEPTIVO-MOTOR que a criança aprende o MUNDO DO QUAL FAZ PARTE.
O professor de sala de aula e o de educação física são frequentemente os primeiros a perceber as indicações “subjetivas” de possíveis dificuldades perceptivo-motoras. Se deparar com as dificuldades físicas dessas crianças é relativamente fácil, afinal a tecnologia e o uso de dispositivos auxiliares favorecem a socialização e a participação ativa das mesmas durante as aulas. Entretanto, quando se deparam com os comportamentos de aversão, ausência de contato visual, movimentos esteriotipados e repetitivos, ou extremamente exagerados e ricos de exploração ficam na dúvida se essas crianças querem chamar atenção ou são apenas distraidas.
A capacitação desses profissionais por especialistas faz validar essas informações que não devem ser ignoradas ou minimizadas. A observação cuidadosa do comportamento diário pode ser muito importante para a detecção precoce de possíveis alterações no desenvolvimento e assim, encaminha-las para cuidados e complementação terapêutica.
Nossa meta é auxiliar os professores na percepção e atuação com essas crianças. Adequar e adaptar o meio escolar para recebe-los e, principalmente, complementar com a atuação especializada o trabalho de aprendizagem. É com essa união que a inclusão escolar se torna possivel e prazerosa para todos: alunos, pais, mestres e profissionais da área de saúde.

Contato para Agendamento de palestras, consultorias: fisiopediatr@gmail.com

 

“SER DIFERENTE É NORMAL” – FISIOTERAPIA NA ESCOLA

“SER DIFERENTE É NORMAL” esse é o slogan utilizado nas campanhas pela luta contra o preconceito. Incluir deficiente físico e/ou intelectual na sociedade não é uma tarefa fácil. No Brasil a inclusão é garantida por lei desde a Constituição de 1988, porém somente após a Conferência Mundial de Educação Especial (1994), na cidade de Salamanca –Espanha, que o termo inclusão, mais precisamente a INCLUSÃO ESCOLAR, tornou-se popular.
A Conferência aprovou a Declaração de Salamanca, que defende que toda criança tem direito à educação e ao acesso aos conhecimentos, nos sistemas comuns de ensino. Quase 10 anos depois a inclusão escolar ainda está em adaptação, segundo artigo publicado neste jornal (28/04/13), atualmente estão matriculadas nas escolas municipais de Rio Claro 558 mil crianças ou jovens com algun tipo de necessidade especial.
Entretanto, delegar ao professor toda a responsabilidade de promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais é um erro, para atender com qualidade esses alunos a escola constantemente precisa modificar-se, oferecer qualificação do professor para um trabalho em equipe. Há a necessidade de uma interação com as equipes multiprofissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogas, médicos, psicólogas e assistente social, cada um contribuindo com o trabalho do outro e atendendo a criança de forma integral.
Faz-se necessaria uma conscientização sobre a necessidade de eficaz integração entre os profissionais, visando troca de informações, experiencias e adaptações de seus conhecimentos sobre as condições limitantes da criança, e principalmente, de suas potencialidades.
É importante que esse profissional tenha capacitação e qualificação no que diz respeito da sua contribuição para a educação das crianças com deficiência: ter consciência da importância do desenvolvimento sensório-motor na aprendizagem, identificar padrões posturais tipicos e atipos de cada patologia que podem influenciar nas atividades escolares, discriminar e utilizar as diferentes formas de técnicas e equipamentos acessiveis ao professor no ensino da criança. Além disso, informar quanto aos diagnósticos, quadros clínicos e características necessárias que a equipe escolar necessita saber sobre os alunos com deficiência.
Cabe ao fisioterapeuta especialista instruir o professor sobre o posicionamento e manuseio para a criança com deficiência fisica e/ou intelectual, bem como orienta-la na seleção e uso de equipamentos, mobiliários, dispositivos de suporte, adaptação e facilitação dos padrões posturais, tanto no ambiente de sala de aula e extra-sala.
A ausência de uma equipe de apoio composta por diferentes profissionais da área da educação e da saúde pode refletir em dificuldades perante a equipe da escola em solucionar as diversidades de necessidades que o processo de inclusão escolar exige. Não fique na dúvida, recorra aos especialistas e ajudem essas crianças a crescerem no ambiente que foi feito para elas, afinal a escola é o nosso segundo lar!
Ms. Ft. Maria Fernanda E. Romani
(CREFITO: 68228 – F )
Mestre em Ciências da Biodinâmica da Motricidade Humana (UNESP)
Especialista em Intervenção em Neuropediatria (UFSCar) e em Fisioterapia Aplicada ao Neonato e Lactente (UNICAMP).

Contato para Agendamento de palestras/ consultorias e atendimentos (Rio Claro – SP): fisiopediatr@gmail.com.

Autor: ROMANI, M.F.E.