Pneumonia

Uma doença respiratória que muito atinge a população idosa e infantil. A pneumonia neonatal é um processo inflamatório dos pulmões, difuso ou localizado, que pode ocorrer no feto ou em RN resultante de infecção bacteriana, viral fungica ou de origem química. Constitui na maioria dos casos um dos primeiros sinais de infecção sistêmica, fazendo parte de quadros clínicos graves como sepse e meningite neonatal.

São classificadas de acordo com sua aquisição: as adquiridas antes do nascimento ( ainda em vida intra-uterina, por via transplacentária ou liquido amniótico infectado), adquirida durante o parto (por microorganismos que colonizam o canal de parto) e adquiridas após o nascimento (microorganismos do ambiente hospitalar ou de origem domiciliar, incluem contato com pessoas doentes, uso de equipamentos contaminados, água contaminada utilizada em nebulizações, etc).

A incidência da pneumonia é maior em período de inverno, e uma das causas mais comuns de admissões hospitalares.  Parece manter uma relação importante com as condições socioeconômicas, raça e idade, ou seja, aquele procedente de nível socioeconômico baixo, filhos de mães que não fizeram pré-natal, em más condições de higiene, mães promíscuas, portadoras de doenças sexualmente transmissíveis, e mais frequente em raça negra que branca.

As manifestações clinicas são variáveis e podem estar presentes logo após o nascimento nos casos de pneumonia intra-uterina ou congênita, podendo inclusive o RN ser natimorto ou falecer nas primeiras 24-48 horas de vida.  Os RNs que adquirem após o nascimento apresentam sinais de infecção sistêmica como gemência  letárgica, anorexia e febre. Sinais de insuficiência respiratória, como taquipnéia, dispneia, gemido, tosse seca, batimento de asa de nariz, respirações irregulares, cianose, retração costal e esternal, além de estertores crepitantes, subcrepitantes e MV diminuído são visualizados nessa patologia.

Vários fatores de risco pré-natais e  natais podem predispor a infecção sistêmica e pulmonar. Entre eles se destacam: a prematuridade, ruptura prematura de membranas, fisiometria, historia de febre materna, parto prolongado, associado à manipulação obstétrica excessiva.

Seu diagnóstico é favorecido pelo exame de radiografia e laboratoriais.  E, a terapêutica deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico, a escolha do agente antimicrobiano para o tratamento da pneumonia neonatal é baseada na idade, história materna e neonatal, achados físicos e radiológicos, e pela recuperação de um microorganismo do sangue ou espaço pleural.

A fisioterapia respiratória está cada vez mais sendo requisitada para auxiliar no tratamento desses RN e até mesmo bebês , crianças e idosos. Sua função é auxiliar na expectoração da secreção e reexpansão pulmonar, com isso agilizar a melhora do quadro clinico.

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Autor: ROMANI, M.F.E.

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